Desigualdade Social em Hortolândia

A desigualdade está na frente de nossos olhos

Será que todos realmente sabem o que isso significa? Caminhamos todos os dias em Hortolândia e nas ruas dessa cidade podemos enxergar claramente essa diferença, no vestir, no andar e até mesmo quando ouvimos as pessoas falarem. Notamos que ruas asfaltadas e ruas sem asfalto declaram que alguns são reconhecidos como pessoas e outros como simples indivíduos morando na cidade.

Desigualdade em HortolândiaUsuários de coletivos carregam a exaustão pela demora e trânsito caótico, pedestres dividem as ruas com carros, caminhões e ciclistas pois a maioria das ruas tem calçadas irregulares e com entulhos, mães empurram carrinhos de bebê em ruas totalmente esburacadas e crianças caminham à pé para escola por não usufruírem de ônibus escolares.

Famílias dividem casas em cômodos minúsculos, terrenos com diversas casinhas, dormem empilhados, não sabem o que é uma areá de serviço coberta e muito menos um quintal acabado. Sonham ter uma casa aconchegante mas deparam com o alto preço de materiais de construção e o preço exorbitante dos terrenos.

Escolas mostram a desigualdade social claramente, alunos discutem sobre roupas, tênis, celulares,etc… e até mesmo canetas, quantas vezes deparamos com briga de aluno humilhando outro que não comprou um tênis novo. Sem contar da cantina escolar que vende produtos superfaturado e sem emissão de cupom fiscal.

Qual empresa na região contrata funcionário sem curso e quantas pessoas conseguem se tornar um profissional com um simples cursinho gratuito? Você já viu quantos pobres conseguem pagar um curso em Hortolândia? Moramos em uma cidade com muitas indústrias que a maioria dos profissionais vem de Campinas e São Paulo.

Hortolândia tem destaque no cenário industrial do Brasil, possui na cidade indústrias nacionais e internacionais, fabricando produtos farmacêuticos, produtos naturais, produtos alimentícios e um grande número de produtos ferroviários, porém a maioria dos habitantes trabalham na área de limpeza e construção civil, recebendo salários insignificantes.

Pobre ou rico, bairro ou condomínio, escola pública ou particular, área verde ou particular, você já comparou a diferença, somos todos humanos, todos poderíamos ter uma vida digna com condições para comprar uma roupa, um calçado e principalmente se alimentar bem. Mas na verdade o pobre cada vez fica mais pobre e o rico continua rico.

Será que algum dia poderemos igualar esta sociedade, ou pelo menos os direitos de uma Hortolândia mais justa com seus verdadeiros moradores?

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    13/12/2017