Comer insetos para combater a crise

Em tempos de crise tudo conta para conseguir ultrapassar as dificuldades, até mesmo comer insetos.

Cozinheira tailandesa prepara-se para fazer um prato com insetos, Banguecoque

A ideia é, para a maior parte das pessoas, repugnante. No entanto, os insetos cozinhados são um tipo de alimentação popular em países da Ásia, da África e da América do Sul. A popularidade deste tipo de alimentação é tanta que, em média, cada pessoa ingere 500 gramas de insetos por ano.

A explosão demográfica, a malnutrição e a agricultura, que não consegue produzir o suficiente, tornam os insetos mais rentáveis. O fato de estes terem também bastantes proteínas, serem uma fonte de ferro, ricos em vitaminas e multiplicarem-se facilmente faz com que sejam alimentos a considerar.

Num mundo ocidental onde o número de obesos cresce, a procura por alimentos sem gordura é uma prioridade para quem não quer ganhar peso. Ora, os insetos contém pouca gordura. Além disso, produzem 100 vezes menos gases com efeito estufa do que um bovino.

“Vamos chegar à altura em que um Big Mac [hambúrguer do Macdonalds] vai custar 120 euros e um Big Bug [significa inseto em português] custará 12 euros. Ou então vamos ter mais pessoas a comer insetos do que carne”, afirmou à uma revista francesa o entomologista (especialista em insetos) holandês Arnold van Huis.

Expresso

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    16/08/2017