Neymar o autêntico Fenômeno do Futebol

neymarNos últimos tempos, o crescimento de Neymar tem acontecido em progressão geométrica e, principalmente, assustadora. Aquela fase que, no geral, parece tão difícil à maioria a de deixar de ser uma promessa para se tornar uma realidade passou de forma tão rápida e natural que quase foi atropelada por outro passo ainda mais impressionante de sua carreira. Em 2011, aos 19 anos, o santista já não é mais só um nome estabelecido, mas um autêntico fenômeno tanto do futebol, dentro do campo com seu clube e com a Seleção, quanto de popularidade, fora dele.

Pode ser em Santos, Belém do Pará, Londres ou Nova York: hoje, onde quer que Neymar da Silva Santos Júnior ande, há flashes apontando para ele, garotos imitando seus penteados e meninas se esgoelando para gritar seu nome. Até outro dia, o atacante era uma criança e, no entanto, admite sorrindo que já nem se lembra de qual foi a última vez em que saiu de casa para tomar um sorvete sem ser parado uma meia-dúzia de vezes no caminho. Normal: é o preço do sucesso. Mas será que é tão normal assim que, para o craque santista, isso nem sequer se pareça com um preço a pagar?

“Foi a vida que escolhi. Aliás, não só escolhi, mas a que pedi a Deus: jogar futebol, ter sucesso nesta carreira, ajudar, ser reconhecido. Seria absurdo eu reclamar de qualquer coisa, porque é tudo o que eu sempre quis”, garante Neymar em conversa exclusiva com o FIFA.com. “Para mim, a ideia não é pensar que não posso sair para comprar um sorvete: eu saio e vivo a minha vida, e isso inclui dar autógrafo, tirar dezenas de fotos, ouvir gente xingando – porque também tem disso. Mas eu sou um ser humano, e não só um ídolo.”

É quase paradoxal: por tudo ter acontecido em sua vida desde tão cedo, Neymar aprendeu ainda adolescente a lidar, na prática, com tudo o que envolve ser uma estrela. Só que, em algum lugar disso tudo, ele é ainda, de fato, um adolescente. Um moleque que, como deveria ser natural, ainda custa a ter ideia clara do significado daquilo tudo que tem alcançado. “É, não. Não tenho noção. Até hoje não caiu a ficha”, conta ele, tímido, como se admitisse culpa por alguma coisa. “É tudo muito novo: isso de ir num lugar e ter gente chamando seu nome, pedindo para dar pelo menos um tchau ou um sorriso. Mas estou me acostumando bem. Eu já fui fã: ficava paralisado, com vergonha de chegar perto dos jogadores… Então agora, estando do outro lado, eu respeito muito.”

Com seu contrato recentemente renovado junto ao Santos até 2014, deverá ser mesmo nessas ocasiões esparsas que Neymar terá pela frente rivais de outros países. A próxima dessas oportunidades – e a maior até aqui – será na Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2011, no Japão, em que os brasileiros esperam passar por Auckland City, Monterrey ou o campeão japonês na semifinal.

Ainda plantando

É mais um anacronismo da trajetória tão vertiginosa de Neymar. Sua ascensão foi tão rápida que ainda fala de gente como Lionel Messi com esse entusiasmo de fã, embora seja ele próprio alguém que, como o argentino, está na pré-lista de 23 indicados à Bola de Ouro FIFA – o único jogador a atuar no futebol sul-americano a conseguir o feito.

Tudo isso Neymar diz com a consciência de quem sabe que tem apenas 19 anos e que sua evolução, até aqui quase perfeita, só fará realmente sentido se continuar assim. Com humildade, sim. Mas sem deixar de concordar com a afirmação de que hoje é peça fundamental não só dessa busca santista pelo título mundial, mas de outra, dentro de menos de três anos, na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. “Eu trabalho para estar bem e representar bem a Seleção, sem dúvida”, conta ele, traçando finalmente um objetivo já bem menos modesto. “Em 2014, espero fazer história pelo Brasil e marcar meu nome no futebol mundial.”

Fifa

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    20/11/2017