Atividade física combate a obesidade

O excesso de peso e a obesidade aumentaram nos últimos seis anos no Brasil. É o que aponta a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo.

O levantamento do Ministério da Saúde mostra que a proporção de pessoas acima do peso avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.

Para combater a obesidade, a prática de exercícios físicos é primordial. Entretanto, os especialistas alertam que a atividade exige cuidados, seja em casa, na academia ou na rua. A recomendação é: antes de se exercitar, faça uma avaliação com um médico e previna alguns riscos.

A prática de exercícios físicos melhora a autoestima e o nível de concentração, além de deixar os reflexos mais rápidos e a memória mais apurada. As atividades físicas regulam a taxa de açúcar no sangue, reduzindo o risco de diabetes, retardam o processo de envelhecimento e auxiliam a construção e a manutenção da massa óssea.

O relatório também apontou os dados sobre a prática de atividades físicas. Segunda a pesquisa, os homens são mais ativos do que as mulheres: 39,6% se exercitam regularmente. Entre as mulheres, a frequência é de 22,4%. O percentual de homens sedentários no Brasil caiu de 16%, em 2009, para 14,1%, em 2011.

No entanto, a tendência percebida é de aumento de sedentários com o aumento da faixa etária. Se 60,1% dos homens entre os 18 e 24 anos praticam exercícios como forma de lazer, esse percentual se reduz para menos da metade aos 65 anos (27,5%). Na população feminina, as proporções são semelhantes em todas as faixas etárias, variando entre 24,6% (entre 25 e 45 anos) e 18,9 % (maiores de 65 anos).

O estudo retrata os hábitos da população brasileira com o objetivo de obter informações para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde preventiva. Foram entrevistados 54 mil adultos em todas as capitais e também no Distrito Federal, entre janeiro e dezembro de 2011.

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    13/12/2017