Qual o melhor financiamento para imóveis

Na hora de adquirir um imóvel, é comum que o consumidor tenha dúvida em relação a qual melhor financiamento optar. O perfil de cada comprador pode ser decisivo para a escolha melhor opção de pagamento.

O ideal é, além do financiamento, ter uma folga financeira para a criação de uma reserva. “Para não correr risco, o ideal é não comprometer mais que 30% da renda mensal, além de ter um fundo de reserva”, explica o presidente da Amspa (Associação dos Mutuários de São Paulo), Marco Aurélio Luz.

Entre os financiamentos oferecidos e mais comuns aos compradores de imóveis estão: o sistema de consórcio, a compra diretamente com a construtora e por meio do banco, pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) ou SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário).

Quando é melhor optar pelo consórcio

Para o consumidor que tem o sonho da casa própria, mas não tem pressa em entrar no imóvel, o consórcio pode ser uma boa opção, pois possui encargos mais baixos e dá a possibilidade de o comprador utilizar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), assim como nas outras modalidades de financiamento, só que, neste caso, o fundo é usado para dar os lances e assim receber a carta de crédito antes do final do consórcio. O prazo de liberação da carta vai de 60 a 180 dias.

Outro atrativo do consórcio é que não há valor mínimo do imóvel, mas, para que o financiamento desse tipo seja viável, o presidente orienta que seja feito com imóveis a partir de R$ 250 mil. Além disso, em caso de inadimplência, são cobrados juros de 1% ao mês e multa de 2% sobre as parcelas não pagas.

Por outro lado, o consórcio tem suas desvantagens, como as taxas de adesão e administração, que podem comprometer em até 20% das prestações, mas o mais importante é que o consumidor esteja preparado para o final do consórcio, pois o valor financiado, no final, pode ser desvalorizado e o consumidor pode ter de dispor de mais dinheiro, caso queira morar na região dos sonhos. Por isso, esse financiamento é ideal para quem não tem urgência para se mudar.

Imóvel caro e quitação rápida

O consumidor que quer comprar imóveis que custam mais de R$ 500 mil e pretendem quitar as parcelas em pouco tempo, financiar direto com a construtora pode ser um caminho viável para quem deseja negociar com o incorporador.

Além disso, tratar diretamente com a construtora inclui a menor rigidez para conseguir a concessão de crédito, além de existir a possibilidade de acordo, no caso de inadimplência.

O problema em negociar com o construtor são os juros, que chegam a ser de 12% ao ano mais o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), o que encarece o preço final.

Outra desvantagem é que, no caso da construtora falir, o consumidor terá problemas para reaver o dinheiro investido. Caso a construtora quebre antes da entrega das chaves, o consumidor pode não conseguir recuperar o dinheiro.

Mudar rápido com pagamento parcelado

Para quem precisa mudar imediatamente, mas não possui dinheiro para pagar o imóvel à vista, o financiamento com os bancos é a opção mais viável, porém existem duas modalidades, o SFH e o SFI.

De acordo com o presidente, no SFH, as taxas de juros são menores que as do SFI. Na primeira modalidade, as taxas são, em média, 12% ao ano, enquanto no SFH elas chegam a 15%. Apesar disso, o presidente explica que, além da taxa de juros, a correção do saldo devedor é feita mensalmente pela TR (taxa referencial). “O mutuário também precisa ficar atento à taxa de administração, pois, se os juros são baixos, a taxa de administração é alta e vice-versa”.

Por outro lado, no SFI, o consumidor pode adquirir imóveis de qualquer valor, enquanto, no SFH, são aceitos imóveis de até R$ 500 mil.

No caso de atraso de pagamento, a modalidade SFH dá três meses para que o consumidor resolva o problema. Já o SFI toma a propriedade em 15 dias, após a notificação do cartório.

 

Qual o melhor financiamento para o seu perfil?
ConsórcioConstrutoraBanco
Para quem…não tem pressaquer imóveis acima de R$ 500 mil e quer quitar as parcelas em pouco tempoquer receber o imóvel de imediato e não tem condições de pagar à vista
Vantagens
  • juros baixos em caso de inadimplência
  • uso do FGTS para dar de lance e receber a carta de crédito antes
  • prazo de liberação da carta de 60 a 180 dias
  • facilidade de negociação com o incorporador
  • menor rigidez para conseguir concessão de crédito
  • SFH – menor taxa de juros (12% a.a.)
  • SFH – mais fôlego. Na ocorrência de atrasos no pagamento, são três meses para resolver o problema
  • SFI – sem limite de valor do imóvel
Desvantagens
  • as taxas de administração e adesão, além do seguro e fundo de reserva, podem comprometer em até 20% das prestações
  • valor da carta de crédito pode ficar desvalorizado, fazendo com que seja necessário escolher outro local para morar
  • após a entrega das chaves, são cobrados juros de 12% a.a. mais o IGP-M, encarecendo o preço final do imóvel
  • a escritura só é entregue após a quitação das prestações
  • se a construtora falir antes da entrega das chaves, o consumidor pode ter dificuldade para recuperar o dinheiro
  • SFI – perda da propriedade pelo não pagamento do imóvel em 15 dias após a notificação do cartório
  • taxa de juros que variam entre 13% e 15% a.a.
  • ambas as modalidades: correção do saldo devedor feita mensalmente pela TR (taxa referencial)
Valor do imóvelApesar de não ter valor mínimo, o viável é a partir de R$ 250 milApesar de não ter valor mínimo, o viável é a partir de R$ 150 milSFH – até R$ 500 milSFI – não tem limite
Fonte: AMSPAFonte: InfomoneyFonte: Portal do Consumidor
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    24/05/2017