Operação Angustifolia combate o desmatamento ilegal

A ação de combate ao desmatamento, iniciada na última segunda-feira, está concentrada nos portos e madeireiras de Santa Catarina e tem como alvo o comércio de araucária (Araucaria angustifolia). As equipes do Ibama fiscalizam o porto de Imbituba, no sul do estado, os portos de Itajaí e Navegantes, no centro, os portos de São Francisco e Itapoá, no norte, e o porto seco de Dionísio Cerqueira, na fronteira com a Argentina. A araucária consta na lista de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção e sofre grande pressão comercial, principalmente pela exportação da madeira.

Ao mesmo tempo em que são feitas vistorias nos portos, fiscais do Ibama verificam irregularidades em locais de desmatamento apontados durante investigações preparatórias.

No oeste do estado, o proprietário de uma madeireira foi flagrado alterando informações no sistema de controle, enquanto os fiscais verificavam os estoques de madeira no pátio. Em Água Doce, planalto norte catarinense, foi identificado fraude no Sistema DOF (Documento de Origem Florestal) por madeireira que utilizou placas de um veículo de passeio para simular transporte de araucária. Em Itajaí, uma madeireira com grande saldo de madeira da Amazônia, além de araucária, declarou ter recebido o produto de uma empresa de Sinop/MT, que estava bloqueada no Sistema DOF por fraudar cerca de 29 mil m³ de madeira proveniente de desmatamento ilegal. A empresas foram embargadas, o proprietários tiveram seu acesso ao sistema bloqueado e responderão administrativa e criminalmente na justiça federal.

Informações geradas pela operação Malha Verde, deflagrada em Santa Catarina em meados deste mês, estão sendo usadas como subsídios à operação em curso. Essa ação tinha por objetivo coibir o fluxo de créditos virtuais de madeira que vem da Amazônia para Santa Catarina com fins de exportação ou consumo interno, por meio do Sistema DOF.

Segundo o coordenador da operação Angustifolia, Bruno Barbosa, as ações se darão concomitantemente em todas as frentes: portos e locais de desmatamento. ”Queremos deixar bem claro aos infratores ambientais que o nosso sistema de informações está cada dia mais acurado, nos permitindo reunir provas dos ilícitos antes mesmo das equipes irem a campo. Portanto, quem usa de práticas ilegais no setor madeireiro e insisti na prática de infração ambiental acabará sendo alcançado pelo Ibama”, alerta o coordenador.

Ibama

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    27/05/2017